segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Caça com Arco


Introdução

Com certeza a caça faz parte das atividades do homem desde os primórdios de nossa espécie. Inicialmente ela era praticada com pedras, paus, lanças e do seu sucesso dependia a vida de nossos antepassados. Até que algum gênio resolveu prender uma corda num pedaço de pau e usar a elasticidade da madeira para lançar uma pequena lança. Estava inventada uma das principais ferramentas do homem que esteve presente em quase todas as culturas como instrumento de caça e, inevitavelmente, de guerra: O arco.

A invenção do arco foi, junto do fogo, uma das principais descobertas do homem. Sem a ajuda desta arma, muitos não teriam sobrevivido.

Agora o homem poderia atingir com precisão suas presas e a uma distância segura. E talvez mais importante do que a segurança era a possibilidade de atacar a caça a distância, o que aumentou o número de caçadas bem sucedidas. Assim o homem teve o arco ao seu lado durante milênios. E durante todo este tempo ele foi, triunfante, a arma mais eficiente que um homem poderia manejar sozinho.

Até que a pólvora foi inventada pelos chineses e o mosquetão foi criado pelos europeus. Então, a facilidade de manuseio transformou as armas de fogo na pá que enterraria para sempre os arcos na história do homem.

Salvo algumas sociedades que não tiveram acesso às armas de fogo e mantiveram seu modo de vida primitivo, o arco foi realmente quase que extinto. E permaneceu durante décadas como mais um artefato exclusivo dos povos do passado, "menos desenvolvidos".

Mas algo incomodava alguns indivíduos quando estes ouviam velhas histórias que contavam sobre grupos que usavam uma arma silenciosa, feita de materiais retirados diretamente da natureza e que qualquer um poderia aprender a fazer. E um detalhe: mais eficiente do que o mosquetão se manejado por mãos habilidosas*.

Foram estes indivíduos que buscaram obter novamente o conhecimento sobre a arte da arquearia.

Hoje temos facilidades antes inexistentes nas sociedades. Nossa organização torna, muitas vezes, a maioria das armas em uma ferramenta dispensável. E a caça em uma atividade desnecessária. Mas não é porque não precisamos caçar, e mais, caçar com arco, que esta arte milenar deve ser esquecida. Acabar com a caça é acabar com parte da cultura humana.

*Um bom arqueiro pode atirar muito mais flechas do que um atirador pode efetuar disparos com um mosquetão em um mesmo intervalo de tempo.

Preservação

Caçar não é depredar o meio ambiente. Caça não é a exterminação da fauna. O caçador não é inimigo da natureza. O caçador não é inimigo do ambientalista (apesar de o inverso muitas vezes ser afirmativo, por ignorância).

Caçadores que contribuem para a destruição da fauna e do meio ambiente como um todo existem. Mas estes devem ser punidos e conscientizados. As causas da prática destes caçadores também devem ser combatidas. Estas causas são geralmente a deficiência nos valores de preservação e, muito presente no contexto nacional, problemas socioeconômicos.

Preservação do meio ambiente não é ausentar o homem do contexto natural. Preservação do meio ambiente não é ausentar o homem da cadeia alimentar e do equilíbrio ecológico. O que deve ser feito, devido ao grande aumento da população humana, é o controle da caça baseado no monitoramento das populações de animais.

A caça deve ser uma aliada na preservação ambiental. Tanto como geradora de divisas, quanto como instrumento para o controle de populações de animais.

Ditos alguns fatos, falemos então do caçador ecologicamente correto.O caçador deve basear-se em pesquisas científicas para definir alguns aspectos de sua caçada. A espécie, a época propícia, a região adequada são alguns fatores que devem determinar as decisões de um caçador. Somente se a análise de todos estes fatores resultar na conclusão de que abater um exemplar dessa espécie em determinada época em certo local não irá contribuir para que a população deste animal entre em risco de extinção, é que a caça pode ser praticada.

A caça pode ser uma importante ferramenta para a preservação do meio ambiente. Através da cobrança de licenças de caça e de impostos sobre produtos destinados a esta prática, o governo poderia ter uma importante fonte de renda para engordar as verbas destinadas aos órgãos que se ocupam da preservação e pesquisa. Assim poderia-se também intensificar a fiscalização evitando a caça clandestina, o desmatamento ilegal e outras práticas depredadoras, essas sim, causadoras de grandes prejuízos ambientais. Nos EUA (desculpe, mas torna-se inevitável citá-los em se tratando do tema em questão...) há estados em que 100 % das verbas destinadas a preservação do meio ambiente são oriundas dos caçadores. Em nenhum dos estados este valor é inferior a 90 %. Este dinheiro é arrecadado através das licenças de caça e de uma taxa de 11 % sobre produtos destinados a este fim.

Em muitos outros países também são os caçadores os responsáveis pela maior parte da preservação ambiental. Portanto, um mundo sem caçadores correria um risco ainda maior de perder sua riqueza e diversidade naturais em um tempo muito menor.

O caçador consciente é um dos maiores interessados na preservação ambiental.

E como há séculos a mão do homem vem causando grandes desequilíbrios, as vezes a caça torna-se também uma importante ajudadora na manutenção do equilíbrio ecológico através do controle de certas populações quando necessário.

A caça no Brasil

Na maioria de nossos países vizinhos a caça é regulamentada, existindo inclusive leis específicas para a caça com arco em alguns deles. Na Argentina, por exemplo, a potência mínima exigida para um arco a ser utilizado para caça é 50#. Nossos vizinhos são interessantes locais para se caçar em se tendo oportunidade. Mas nada como estar em casa...

Infelizmente em nosso país existe um enorme preconceito em relação a certas atividades. Não são poucas as pessoas que taxam qualquer caçador de assassino, sanguinário, e coisas do tipo. É um comportamento semelhante ao de pessoas que vêm uma árvore sendo podada e dizem: "Coitadinha!", quando a poda não faz mal algum à planta, mas geralmente um grande bem. É quando a ignorância aliada à uma "bondade"(gostaria de encontrar uma palavra mais adequada...) que está ligada à pena, à dó, levam a certos comentários e posicionamento equivocados.

A caça no Brasil, como em qualquer outra parte do mundo, é uma atividade tradicional, provavelmente seus avós ou pais caçavam. Por certo período a caça esteve regulamentada em todo o território nacional, com temporadas e tudo mais. Mas a pressão de ambientalistas (e pressão esta até justificável considerando a ineficiência da fiscalização que não controlava a caça clandestina) levou à proibição total (com algumas exceções) da caça no território nacional.

No entanto, a nível federal, a caça não é proibida. Fica sob a responsabilidade dos estados as decisões a respeito.

Nos últimos anos o Rio Grande do Sul vem conseguindo grandes vitórias, sendo que hoje a caça é regulamentada no estado gaúcho. Atualmente o caçador gaúcho tem o privilégio de caçar patos, marrecos, javalis e outros, tudo dentro da lei em suas respectivas temporadas. Isto deve-se à grande força e organização dos caçadores de lá, o que deve ser tomado como exemplo por caçadores dos outros lugares do país. Em algumas reservas da Amazônia a caça de búfalos e jacarés também foi regulamentada. O caçador brasileiro não é, portanto, um fora da lei.

Procure sempre estar dentro da lei. Apesar dos pesares leis existem para serem cumpridas. Não se acomode com a injustiça nem fique satisfeito pela ineficiência de nossa fiscalização, mas lute por seus direitos!



A caça com arco

Após breve comentário sobre a caça em geral, falemos sobre a caça com arco especificamente.

O equipamento a ser usado deve ser aquele com o qual o atirador está acostumado e consegue, sempre, tiros precisos em distâncias variadas. Um arqueiro deve treinar muito antes de aventurar-se em uma caçada, a fim de ser bem sucedido. A potência necessária de um arco irá variar de acordo com o animal. Por exemplo, uma lebre exigirá menos potência do que um búfalo. Para animais de médio porte o recomendável é uma potência superior a 45#. A flecha pode ser de qualquer tipo, sendo o seu peso um fator relevante. Flechas mais leves adquirem mais velocidade, porém flechas mais pesadas, apesar de mais lentas, possuem penetração superior, portanto preferíveis. Mas a peça de maior importância será, sem dúvida, a ponta da flecha.

A caça de animais pequenos, como aves de pequeno porte e lebres, não exigem tanto da ponta da flecha. No entanto existem, até para esses animais, pontas específicas. Estas trabalharão de modo a reduzir a penetração e/ou aumentar a área de atuação da flecha.

A caça de animais de médio e grande porte exigem, e muito, de uma ponta específica. Dois fatores são fundamentais em uma ponta de flecha deste tipo: poder de penetração e poder de dano. Estas duas características geralmente são antagônicas. Por exemplo, uma ponta mais larga e/ou com maior número de lâminas causa maior dano porém tem menor poder de penetração. Estes fatores devem ser avaliados levando em conta também a potência do arco utilizado e o animal que se pretende abater. Quanto mais fundo a flecha entrar e quanto maior a hemorragia que esta causar, mais rápida e menos sofrida será a morte da caça. Além disso devemos ressaltar que qualquer que for as dimensões e o tipo da ponta esta deve ser feita de um metal suficientemente duro e estar sempre muito bem afiada para que nem mesmo ossos largos sejam um obstáculo.

As técnicas de caça usando um arco e flechas são, em geral, semelhantes às técnicas de caça usando armas de fogo. Existindo, assim, as mesmas técnicas usadas na caça com arma de fogo, com algumas diferenças. A principal diferença está na distância na qual o caçador pode efetuar um disparo seguro (com 100% de chance do caçador atingir os pontos vitais). Na caça com arco esta é geralmente inferior.

A distância máxima que um disparo pode ser dado variará com o nível do arqueiro. Não efetue um disparo a uma distância maior do que aquela em que, durante os treinos, era possível acertar uma área igual a área do ponto vital do animal em questão. Ética e responsabilidade é tudo. Não agindo corretamente pode-se acabar com um animal ferido vagando pela mata aguardando o seu lento fim ou uma recuperação lamentável. Geralmente essa distância não é superior a 20 metros. Mas há também aqueles que, com segurança, podem atirar em alvos a até 40 metros em situação de caça. Conheça seus limites e respeite-os.

Para atingir essas distâncias, muito é exigido das habilidades do caçador. Fatores usualmente dispensáveis na caça com arma de fogo tornam-se essenciais agora. A camuflagem é um desses fatores. Apesar de antes de ter contato visual é muito mais fácil o animal te perceber pelo olfato ou ouvir um ruído, uma vestimenta camuflada evita que o animal tenha facilidade em te ver.

O odor é considerado por muitos o mais importante. Alguns usam substâncias de cheiro forte para cobrir o cheiro humano e em alguns casos até atrair a caça, como fumaça, urina de animais e outros. A técnica mais antiga e de eficiência indiscutivelmente maior é andar sempre com o vento batendo no rosto e, se parado, com o vento vindo do local de onde se espera que caça se aproxime. Assim, qualquer que seja o seu cheiro, bom ou ruim, a caça estará impossibilitada de percebê-lo.

É muito importante estar atento para que não seja feito nenhum ruído ou movimento brusco.

Com o arco deve-se mirar para que se atinja a região dos pulmões e coração lateralmente. O ponto exato varia de acordo com a espécie, mas geralmente se localiza imediatamente atrás da paleta (ombro) e em altura mediana. Nunca atire em um animal que está de frente ou de costas para você. Nunca tente uma flechada na cabeça. Em alguns casos uma flechada na espinha pode ser uma boa opção, o animal paralisará imediatamente e com uma boa ponta ainda pode-se atingir órgãos vitais, mas isto só deve ser buscado quando se está acima da caça, com jacarés isto é muito comum. Estude a anatomia do animal que pretendes caçar, mire exatamente no ponto vital e mais importante:

NÃO ERRE!

Ética da Caça Esportiva


Não confunda quantidade com qualidade! O melhor caçador não é necessariamente o que abate mais peças.
Respeite as limitações ao exercício da caça. As limitações destinam-se a garantir as necessidades ecológicas das espécies e dos seu habitat. Não utilize meios de captura desleais ou não selectivos.
Identifique bem o alvo antes de atirar. O abate, mesmo involuntário, de uma espécie proibida não é digno de um caçador.
Evite caçar quando as condições facilitam a captura, não correspondendo ao exercício normal da caça. Contribua para a sobrevivência da fauna na ocorrência de circunstâncias anormais (secas prolongadas, incêndios e nevões fortes).
Respeite as distâncias e as condições normais de tiro evitando ferir o animal: o caçador deve evitar o sofrimento inútil da caça.
Procure sistematicamente a caça ferida ou morta.
A caça abatida deve ser encarada com respeito. Dê-lhe a melhor utilização possível.
Não pratique a caça com espírito de lucro.
Seja um caçador responsável: apoie sempre que possível os programas de estudo e inquéritos sobre a fauna.
Mantenha boas relações com as autoridades e associações responsáveis pela caça e pela protecção da natureza.
Seja consciente das suas responsabilidades relativamente a um património comum da Humanidade. Encare com especial cuidado e ponderação a caça às espécies migradoras.
Controle o número de peças que abate. Apoie e cumpra os planos de exploração e ordenamento da sua zona de caça.
Participe e apoie a luta contra o furtivismo.
Contribua para a protecção e diversificação dos habitat da fauna selvagem.
Evite perturbações inúteis na época de criação.
Respeite os outros “utilizadores da natureza” e aqueles que apreciam a sua simples contemplação.
Adopte as regras elementares de boa educação e civismo. Preserve intransigentemente a tranquilidade dos residentes.
Adote vestuário apropriado e correto.
Evite o uso de cães desobedientes. Mantenha os cães à trela em estradas e caminhos.
Nunca esqueça a sua documentação.
Contribua para a educação alheia.

A Arte da Caça

A caça é uma das mais antigas atividades do ser humano em favor de sua sobrevivência. A antropologia admite que a espécie humana somente atingiu o atual estágio de desenvolvimento mental a partir do momento em que os primeiros hominídeos deixaram de ser coletores para se tornarem onívoros. Isso foi determinante no desenvolvimento do senso de colaboração entre humanos, bem como no desenvolvimento de ferramentas. O instinto de caçar está presente no ser humano, seja na sua forma original ou na prática de esportes que ritualizam simulações de caçadas.

O abate de animais por esporte é praticado por povos em todo o mundo, independente de credo ou etnia. O ato de caçar tem implicações de caráter ético e, para a maioria das pessoas, trata-se de uma questão de foro íntimo.

A caça por esporte continua presente onde houver condições para sua prática. É um instinto tão espontâneo que pode ser facilmente observado logo na primeira infância.

A subsistência do esporte da caça em áreas milenarmente ocupadas no velho mundo, torna inquestionável que um manejo adequado somado a preservação e recuperação das áreas silvestres fazem da caça um esporte plenamente sustentável.

O imenso progresso nas condições de vida registrado na segunda metade do século XX gerou uma urbanização sem precedentes, além de uma melhoria e dinamização dos processos produtivos de carne e derivados.


A Caça de subsistência ainda é praticada por comunidades indígenas ou de regiões mais isoladas do globo, ou mesmo, em casos especiais.

Mesmo os praticantes e defensores da pratica da Caça para fins esportivos, culturais ou tradicionais tendem a apoiar atitudes preservacionistas e preservação do meio ambiente.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Download - Cabela's Dangerous Hunts 2009 - PS2




Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4


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Caça na África


África: caça esportiva pode ajudar preservação

As caçadas esportivas podem desempenhar papel essencial na conservação da fauna africana, de acordo com número crescente de biólogos.

Por isso, alguns especialistas estão pedindo um programa que regulamente o setor de caça esportiva africano, para garantir os benefícios de conservação.

De acordo com um estudo recente, nos 23 países africanos que permitem caçadas esportivas, 18,5 mil turistas pagam mais de US$ 200 milhões ao ano para caçar leões, leopardos, elefantes, javalis, búfalos d¿água, impalas e rinocerontes.

As operações privadas de caça nesses países controlam mais de 1,4 milhão de quilômetros quadrados de território, segundo o estudo. Isso representa 22% mais terras do que as dos parques nacionais dessas nações.

À medida que cresce a demanda por terra, devido ao aumento acelerado da população humana, alguns conservacionistas estão argumentando que resultados mais efetivos poderiam ser obtidos por meio da cooperação com os caçadores e da regulamentação sensata desse setor econômico.

As caçadas esportivas podem ser sustentáveis, se administradas cuidadosamente, diz Peter Lindsey, um biólogo especialista em conservação na Universidade do Zimbábue, em Harare, que comandou o recente estudo.

¿A caça esportiva tem importância essencial para a conservação da fauna africana, ao criar incentivos financeiros à promoção e retenção de animais, e como forma de uso de terra em áreas vastas¿, diz.

Na próxima edição da revista especializada Conservation Biology, Lindsey e uma equipe internacional de colegas pedirão por um plano que reforce os benefícios da conservação no setor de caça esportiva, incluindo um programa de certificação que regulamente o setor de maneira mais severa.

"Para justificar a existência continuada de áreas (protegidas) no contexto de uma maior demanda por terra, a fauna tem de pagar pelo seu sustento e contribuir para a economia, e a caça esportiva oferece uma maneira importante de fazê-lo", afirma Lindsey.

A fim de receberem certificados sob o plano proposto pelo biólogo, as operações de caça teriam de provar seu compromisso para com o bem-estar dos animais, a administração cuidadosa das cotas de abate, objetivos de conservação em longo prazo e desenvolvimento das comunidades locais.

"Chegou a hora de o escrutínio científico propiciar o maior benefício possível à conservação, no setor de caça", disse Lindsey.

¿Deveria haver também maiores esforços do setor de caça para adotar auto-regulamentação e garantir que os profissionais inescrupulosos sejam afastados¿, acrescentou.

A caça esportiva tem má reputação nos países desenvolvidos, em parte devido às caçadas indiscriminadas dos antigos colonos europeus, observa Lindsey. A caça irresponsável resultou na extinção de espécies como o quagga (primo da zebra), e conduziu a declínios maciços na população de outros animais, entre os quais os elefantes e os rinocerontes negros.

Mas a caça esportiva também merece crédito por ter facilitado a recuperação de espécies, argumenta a equipe de Lindsey no estudo.

Os rinocerontes negros do sul da África evoluíram de uma população de apenas 50 animais um século atrás para mais de 11 mil, hoje, porque as caçadas deram a criadores um estímulo financeiro para preservar o animal, segundo os autores.

A caça esportiva também levou ao ressurgimento das populações de zebras montanhesas e wildebeests negros na África do Sul, ele afirmou.

Os caçadores tipicamente abatem apenas entre 2% e 5% dos machos das populações animais que tomam por alvo, a cada ano, acrescentou, o que exerce efeito insignificante sobre a saúde reprodutiva das populações.

Muitos grupos de defesa dos direitos dos animais se opõem ao abate de animais por esporte.

A idéia da caça esportiva como método de conservação é uma questão extremamente complicada e contenciosa, que gera visões antagônicas de parte de pessoas que alegam, todas, querer o melhor para os animais, diz Marc Bekoff, ecologista comportamental da Universidade do Colorado em Boulder e autor de The Emotional Lives of Animals.

Bekoff diz que embora o programa de certificação seja uma boa idéia, ele acha difícil acreditar que viesse a funcionar bem na prática, porque a burocracia necessária a essa regulamentação seria complexa.

É difícil acreditar que a situação chegou ao ponto em que matar é a melhor maneira de conservar, ele afirma. "É preciso haver alternativas mais humanas".

No final de fevereiro, a África do Sul anunciou um projeto de lei há muito aguardado contra a chamada "caça enlatada", prática que envolve matar os animais dentro de jaulas ou caçar animais que são libertados de uma jaula, sob efeito de tranqüilizantes, pouco antes de serem abatidos.

A proibição entrará em vigor em 1° de junho, sob uma lei que também proíbe caça com arco e flecha.